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Infância Digital Protegida

Fiscalizar primeiro. Legislar onde houver lacuna.

Criança utilizando um dispositivo digital com acompanhamento

Em 1 minuto

O Brasil já possui um Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. A proposta começa verificando se a lei está funcionando antes de produzir novas regras.

  • Acompanhar deveres de prevenção, proteção, informação e segurança.
  • Verificar se famílias e adolescentes conseguem usar ferramentas de proteção.
  • Acompanhar respostas a cyberbullying, assédio, chantagem, exposição e exploração.
  • Integrar escola e rede de proteção quando o problema ultrapassa a tela.
  • Criar nova lei apenas para lacunas normativas reais.

Ideia central

O celular pode desligar. A consequência de uma violência digital pode continuar.

O problema real

Uma imagem pode continuar circulando, uma ameaça pode persistir e uma humilhação pode atravessar a rotina mesmo depois que a tela é fechada.

  • Tecnologia não é o inimigo; riscos digitais exigem responsabilidades claras.
  • Famílias, escolas, plataformas e Estado não podem transferir a responsabilidade uns aos outros.
  • Reações impulsivas podem aumentar exposição e apagar evidências necessárias.

O que já existe e o que falta

A Lei 15.211/2025 criou o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente e está em vigor desde março de 2026.

  • A primeira tarefa parlamentar é acompanhar regulamentação, implementação e fiscalização.
  • A Lei 15.487/2026 reforçou o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive no ambiente digital e com uso de IA.
  • A lacuna precisa ser demonstrada caso a caso, não presumida por manchetes.

Como funciona

  1. 1Regra
  2. 2Implementação
  3. 3Fiscalização
  4. 4Resultado
  5. 5Lacuna
  • Mapear obrigações existentes.
  • Selecionar indicadores de cumprimento e segurança.
  • Ouvir adolescentes, famílias, escolas, pesquisadores e plataformas.
  • Classificar falhas: execução, regulamentação, fiscalização ou ausência de regra.
  • Apresentar PL pontual somente quando a falha for realmente legislativa.

O que o mandato pode fazer

Fiscalização inteligente é trabalho parlamentar e pode ser mais útil que acumular leis.

  • Requerimentos e audiências com autoridades, educação, pesquisa e plataformas.
  • Relatório periódico de implementação do Estatuto Digital.
  • Integração analítica com saúde mental escolar e proteção de crianças.
  • Acompanhamento de novas formas de violência digital e IA sem alarmismo tecnológico.

Fiscalizar primeiro, legislar onde houver lacuna

Medir e responder

Indicador principal

Para cada risco identificado, existe um mecanismo efetivamente disponível e compreensível de prevenção ou resposta?

Vai proibir celular e rede social?
Não é essa a proposta.
Vai criar lei nova para cada problema?
Não. Primeiro fiscalizar a lei existente.
A culpa é dos pais?
Não. Proteção digital depende de responsabilidades distribuídas entre famílias, plataformas, educação e Estado.

Fontes essenciais

  • Lei nº 15.211/2025: Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.
  • Lei nº 15.352/2026: vigência do Estatuto Digital em 17 de março de 2026.
  • Lei nº 15.487/2026: enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive em ambiente digital.
  • ECA e LGPD.

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Caderno 03 de 11 · Coleção Propostas para a Vida Real