Práticas Inclusivas
Cultura, natureza e tecnologia como direitos de participação

Em 1 minuto
A proposta é fortalecer políticas federais já existentes para levar práticas inclusivas a espaços públicos e comunitários, sem criar uma rede paralela.
- Atividades culturais, ambientais, esportivas e tecnológicas.
- Acessibilidade física, sensorial e comunicacional.
- Formação de profissionais e facilitadores.
- Materiais adaptados e tecnologia assistiva.
- Participação das pessoas com deficiência no planejamento.
- Apoio a projetos em estruturas que já existem.
Ideia central
Inclusão não é apenas estar presente. É poder participar, escolher e criar.
O problema real
Estar matriculado, inscrito ou presente não significa conseguir participar. Muitas pessoas com deficiência ainda encontram atividades planejadas para um único corpo, ritmo ou modo de comunicação.
- Barreiras de comunicação, mobilidade, ruído, iluminação e previsibilidade afastam participantes.
- Faltam recursos acessíveis e profissionais preparados em muitos territórios.
- A pessoa costuma ser chamada apenas depois que a atividade já está pronta.
- Pequenas adaptações podem transformar presença passiva em participação real.
A proposta na prática
O apoio federal deve chegar a projetos executados por municípios, universidades, escolas, equipamentos culturais e organizações da sociedade civil.
- Editais e emendas para materiais adaptados e tecnologia assistiva.
- Pequenas adequações de acessibilidade nos espaços utilizados.
- Formação prática para equipes e facilitadores.
- Comunicação alternativa, recursos visuais e apoio sensorial.
- Transporte acessível vinculado às atividades, quando necessário.
- Música, arte, natureza, esporte, fotografia, audiovisual e tecnologia como caminhos de participação.
Como funciona
- 1Escutar
- 2Adaptar
- 3Escolher
- 4Apoiar
- 5Acompanhar
- 6Corrigir
- Ouvir interesses e barreiras com as próprias pessoas com deficiência.
- Planejar espaço, comunicação, duração, iluminação, volume e materiais.
- Oferecer diferentes maneiras de criar, observar, experimentar ou colaborar.
- Garantir apoio e recursos de acessibilidade conforme a necessidade.
- Verificar permanência, retorno e qualidade da participação.
- Corrigir barreiras identificadas durante a execução.
O que o mandato pode fazer
O mandato deve fortalecer políticas existentes e fazer o recurso chegar a projetos inclusivos nos municípios.
- Propor diretrizes de acessibilidade para atividades financiadas com recursos federais.
- Destinar emendas para projetos piloto e tecnologia assistiva.
- Cobrar critérios de inclusão nos editais de cultura, esporte, educação e tecnologia.
- Fiscalizar o Novo Viver sem Limite e a execução do orçamento.
- Articular ministérios, universidades, municípios e organizações sociais.
- Manter escuta permanente com pessoas com deficiência e suas famílias.
Acessibilidade começa no planejamento
Medir e responder
Pergunta central
A pessoa conseguiu participar da maneira que funcionava melhor para ela?
- Toda atividade será terapêutica?
- Não. Cultura, lazer, natureza, esporte e tecnologia são direitos.
- A proposta é exclusiva para pessoas autistas?
- Não. Ela atende pessoas com diferentes deficiências e necessidades.
- Será obrigatório participar de tudo?
- Não. Escolha, pausa e recusa também fazem parte da inclusão.
Fontes essenciais
- Lei nº 13.146/2015: Lei Brasileira de Inclusão.
- Lei nº 12.764/2012: Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA.
- Decreto nº 11.793/2023: institui o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Novo Viver sem Limite.
- Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
Perguntas sobre esta proposta
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Caderno 09 de 11 · Coleção Propostas para a Vida Real
