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Saúde Mental Sem Labirinto

Acesso, orientação e continuidade no SUS

Pessoa sendo orientada em um serviço de saúde

Em 1 minuto

O SUS possui portas e serviços de saúde mental. O desafio é fazer a pessoa saber onde começar, para onde foi encaminhada e o que fazer se o caminho falhar.

  • Direito a orientação clara sobre a porta de entrada e o serviço de referência.
  • Encaminhamento com informação sobre o próximo passo.
  • Registro agregado de encaminhamentos que não se concretizam.
  • Tecnologia como meio, nunca como obrigação ou solução única.
  • Dados de navegação usados para revelar gargalos e orientar capacidade e orçamento.

Ideia central

Pedir ajuda já é difícil. O sistema não pode transformar o próximo passo em outro problema.

O problema real

Quem finalmente decide pedir ajuda pode precisar decifrar sozinho UBS, CAPS, urgência, hospital e serviços especializados.

  • A existência de serviços não garante que o usuário consiga navegar por eles.
  • Informação incompleta pode gerar abandono antes do atendimento.
  • Encaminhamentos frustrados ficam invisíveis quando a rede mede apenas pedidos feitos.
  • Orientação não substitui vaga; ela ajuda a mostrar onde a capacidade precisa crescer.

O que já existe e o que falta

A Lei 10.216/2001 protege direitos em saúde mental e a RAPS integra serviços do SUS com foco em acesso e acompanhamento contínuo.

  • A proposta não cria uma rede paralela.
  • A lacuna é transformar orientação e continuidade de informação em um padrão verificável.
  • O objetivo é saber se a pessoa chegou ao serviço compatível com sua necessidade, e não apenas se recebeu um endereço.

Como funciona

  1. 1Entrada
  2. 2Encaminhamento
  3. 3Chegada
  4. 4Continuidade
  • Na primeira procura, o usuário recebe informação simples e acessível.
  • O encaminhamento informa para onde ir, como acessar e quando retornar.
  • Quando o caminho não funciona, o fato precisa aparecer como dado de gestão.
  • A rede usa esses dados para corrigir fluxos, financiar vazios e reduzir perda de usuários.

O que o mandato pode fazer

O papel federal é estabelecer direitos, acompanhar a RAPS e cobrar transparência sobre gargalos.

  • Projeto de lei sobre informação e navegação assistencial, sem impor aplicativo específico.
  • Requerimentos ao Ministério da Saúde sobre cobertura, fluxos e demanda reprimida.
  • Audiências com usuários, gestores, RAPS e atenção primária.
  • Acompanhamento de orçamento e capacidade onde encaminhamentos falham repetidamente.

Saúde mental é fundamental

Medir e responder

Indicador principal

Tempo entre a primeira procura e a chegada ao serviço compatível com a necessidade.

O SUS já tem UBS e CAPS. Para que isso?
Porque serviço existente não é o mesmo que acesso compreensível.
Vai criar outro aplicativo caro?
Não. O direito é a orientação. Telefone, atendimento presencial ou sistemas existentes podem cumprir essa função.
Se não houver vaga?
O encaminhamento frustrado precisa aparecer para orientar fiscalização e expansão.

Fontes essenciais

  • Lei nº 10.216/2001: direitos e proteção em saúde mental.
  • Ministério da Saúde: Rede de Atenção Psicossocial, RAPS.
  • Ministério da Saúde: SUS e a Saúde Mental.

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Caderno 01 de 11 · Coleção Propostas para a Vida Real