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Quem Cuida Também Existe

Cuidadores familiares dentro da Política Nacional de Cuidados

Cuidadora familiar acompanhando pessoa em tratamento prolongado

Em 1 minuto

O Brasil já possui uma Política Nacional de Cuidados. A proposta é fazer o cuidador familiar e não remunerado aparecer de verdade na implementação.

  • Reconhecer carga de cuidado sem tratar a pessoa cuidada como fardo.
  • Informação simples sobre direitos e serviços.
  • Capacitação prática para situações de cuidado prolongado.
  • Apoio psicossocial e autocuidado.
  • Estudo de modelos territoriais de substituição temporária e descanso.
  • Atenção ao impacto do cuidado sobre trabalho e renda.

Ideia central

Cuidar de alguém não deveria exigir que a pessoa que cuida desapareça.

O problema real

Consultas, medicamentos, higiene, alimentação, transporte, documentos, vigilância e noites interrompidas formam uma carga que muitas vezes não aparece nas estatísticas.

  • Há afeto no cuidado, mas afeto não elimina tempo, esforço e desgaste.
  • Cuidadores de pessoas com deficiência, autistas, idosos ou pessoas em tratamento prolongado têm realidades diferentes.
  • Política pública precisa reconhecer interdependência sem romantizar exaustão.

O que já existe e o que falta

A Lei 15.069/2024 instituiu a Política Nacional de Cuidados e reconheceu o direito a ser cuidado, a cuidar e ao autocuidado.

  • A proposta não cria uma segunda política nacional.
  • O foco é fiscalizar o Plano Nacional de Cuidados e verificar como cuidadores familiares aparecem na execução.
  • A política deve compatibilizar cuidado, trabalho remunerado e responsabilidades familiares.

Como funciona

  1. 1Carga
  2. 2Orientação
  3. 3Apoio
  4. 4Substituição
  5. 5Autocuidado
  6. 6Continuidade
  • Mapear horas e tarefas reais de cuidado.
  • Identificar o que já existe no território.
  • Oferecer informação e formação acessíveis.
  • Testar modelos de apoio e descanso conforme realidade local.
  • Medir impacto sobre renda, saúde e continuidade do cuidado.

O que o mandato pode fazer

O primeiro movimento é fiscalização da política existente, consulta nacional e indicadores melhores.

  • Requerimentos aos órgãos responsáveis pelo Plano Nacional de Cuidados.
  • Escuta de cuidadores familiares de diferentes realidades.
  • Acompanhamento de orçamento e integração com SUS, SUAS e políticas de deficiência e envelhecimento.
  • Aperfeiçoamentos legislativos pontuais apenas quando lacunas forem demonstradas.

Quem cuida também precisa de apoio

Medir e responder

Indicador principal

Horas semanais de cuidado sem possibilidade de substituição, combinadas com acesso a orientação e apoio.

Isso trata quem recebe cuidado como peso?
Não. Reconhecer a carga protege a relação de cuidado.
Vai pagar salário a todo cuidador?
Não é a proposta deste caderno; benefícios permanentes exigem desenho fiscal específico.
Já existe política de cuidados.
Exatamente. O foco é fazer funcionar e enxergar quem cuida.

Fontes essenciais

  • Lei nº 15.069/2024: Política Nacional de Cuidados.
  • Lei Brasileira de Inclusão: Lei nº 13.146/2015.
  • SUS e SUAS: políticas e serviços territoriais relacionados ao cuidado.

Perguntas sobre esta proposta

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Caderno 06 de 11 · Coleção Propostas para a Vida Real