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Recomeço

Proteção, autonomia e continuidade para mulheres

Mulher recebendo orientação e acolhimento

Em 1 minuto

Recomeço organiza o depois da emergência: quando a mulher já denunciou, recebeu proteção ou conseguiu sair, mas ainda precisa reconstruir segurança, rotina e autonomia.

  • Orientação sobre os próximos passos e direitos disponíveis.
  • Conexão voluntária com saúde, assistência, trabalho, qualificação, moradia e proteção dos filhos.
  • Redução de repetições desnecessárias do relato.
  • Proteção de dados e sigilo desde o desenho.
  • Sem promessa automática de emprego, casa ou benefício individual.

Ideia central

Sair da violência é uma etapa. Reconstruir a vida exige continuidade.

O problema real

Medida protetiva e afastamento do agressor são fundamentais, mas não encerram efeitos sobre saúde, renda, trabalho, filhos, moradia e vida cotidiana.

  • A mulher pode precisar repetir sua história em vários serviços desconectados.
  • A dependência econômica pode dificultar o recomeço.
  • Mães e responsáveis podem enfrentar ainda a reorganização dos filhos e da rede de apoio.
  • Saúde mental é uma dimensão, não uma explicação total da violência.

O que já existe e o que falta

A Lei Maria da Penha já estabelece prevenção, assistência e proteção articuladas. Desde 2023, também prevê auxílio aluguel em situações definidas judicialmente.

  • O Recomeço não substitui a Lei Maria da Penha.
  • A lacuna proposta é a continuidade depois da emergência.
  • A integração não pode significar criar um grande cadastro de vítimas ou circular dados sensíveis sem necessidade.

Como funciona

  1. 1Proteção
  2. 2Orientação
  3. 3Cuidado
  4. 4Autonomia
  5. 5Continuidade
  • A mulher recebe informação clara sobre direitos e serviços.
  • A articulação ocorre apenas com finalidade definida e proteção de dados.
  • Quando desejado e disponível, entram saúde, assistência, qualificação, trabalho, moradia e apoio aos filhos.
  • A rede acompanha se o percurso continua ou se a mulher foi novamente deixada sozinha entre serviços.

O que o mandato pode fazer

O papel federal é aperfeiçoar normas, fiscalizar políticas nacionais e acompanhar recursos e indicadores.

  • Mapear a jornada real pós violência em diferentes territórios.
  • Fiscalizar articulação entre políticas de mulheres, SUS, SUAS, trabalho e proteção.
  • Avaliar lacunas que exigem lei e aquelas que dependem de gestão ou orçamento.
  • Defender sigilo, consentimento e minimização de dados.

Proteção e autonomia com continuidade

Medir e responder

Indicador principal

Continuidade na rede quando a mulher necessita e deseja seguir acompanhada.

Já existe a Lei Maria da Penha.
Sim, e ela é a base. Recomeço olha para a continuidade.
Vai garantir emprego e casa?
Não. O mandato conecta e melhora políticas, não promete benefício individual automático.
Vai criar cadastro nacional de vítimas?
Não. Proteção não pode significar aumentar exposição.

Fontes essenciais

  • Lei nº 11.340/2006: Lei Maria da Penha, texto atualizado.
  • Lei nº 14.674/2023: auxílio aluguel em situação de vulnerabilidade definida judicialmente.

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Caderno 05 de 11 · Coleção Propostas para a Vida Real